quinta-feira, 23 de abril de 2015

Activista lésbica acusa o lobby lgbt de ser "fascista" e "totalitário"

Por Ben Johnson

Depois dos donos duma pizzaria de Indianapolis terem sido forçados a fechar as portas e a esconderem-se devido às ameaças de morte provenientes de activistas homossexuais, uma defensora de longa data dos direitos dos homossexuais falou contra o assédio.

Tammy Bruce, apresentadora de programa, lésbica e antiga líder da filial de Los Angeles do grupo "National Organization for Women", disse durante a semana passada que o assédio por parte dos membros do lobby lgbt à "Memories Pizza" - bem como aos floristas, às pastelarias e aos fotógrafos Cristãos que se recusam a participar em cerimónias de "casamento" homossexual devido às suas convicções religiosas - é uma forma de intimidação que roça o "fascismo".

Ela disse que a pressão e a coerção actuais estão em oposição à filosofia que aprendeu quando entrou no activismo político: "Nós abraçamos os movimentos dos direitos civis deste país, que se centram em permitir que a pessoa viva a sua vida da forma que ela ache melhor." Mas ela avisou que o movimento lgbt actual não tem interesse na filosofia vive-e-deixa-viver.

video

Sermos nós a colocar esta bota totalitária sobre as pequenas empresas é claramente nós passarmos a ser os monstros contra quem sempre lutamos. Este tipo de intimidação, este tipo de fascismo em nome da igualdade não faz sentido algum. 

Tammy está longe de ser a única pessoa a ter esta opinião. O jornalista libertário John Stossel (Fox Business Network) disse que o movimento homossexual "passou da tolerância para o totalitarismo. É o totalitarismo da Esquerda.”

Os críticos conservadores avisaram que a perseguição aos Cristãos e a outras pessoas que têm uma aversão religiosa a participar em uniões homossexuais irá intensificar-se à medida que a guerra cultural vai aquecendo. Mark D. Tooley, presidente do Institute on Religion and Democracy disse:

As futuras turbas de linchamentos irão atacar as empresas Cristãs que se recusam a concordar com o pensamento de grupo secular.

O Corpo de Cristo na América, juntamente com todas as pessoas que se colocam de lado da liberdade de expressão, terão que correr em sua defesa, se é para que os Estados Unidos continuem a ser a terra dos livres e casa dos bravos.


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Tammy Bruce, apesar das suas palavras acertadas, não sabe que o que está a acontecer actualmente é o propósito real do movimento homossexual; toda a conversa em torno da "igualdade" e do "respeito" foram formas de anestesiar o inimigo, e ir alterando a cultura de modo a fazer o ataque final. Agora que a cultura já está totalmente controlada pelo esquerdismo, os esquerdistas sentem-se mais confiantes para lançar um ataque frontal ao Cristianismo - que sempre foi o seu propósito.

Os activistas homossexuais que se deixam usar pelos esquerdistas irão descobrir mais tarde que este foi um erro grave, quando os Cristãos começarem a reagir e a lançar ataques frontais a quem lhes ataca. Por essa altura, os esquerdistas irão abandonar o lobby lgbt, e deixá-los sozinhos para lidar com os Cristãos enraivecidos.

O marxismo Cultural é isto que se vê nestes eventos - o uso duma minoria para atacar a civilização Cristã. Mal esse ataque seja bem sucedido, os marxistas deixam de ver utilidade no grupo que eles usaram para atacar a civilização Cristã, e cortam s ligações com o esse mesmo grupo.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015

DETONANDO OS CLICHÊS DO SOCIALISMO:" A Solução para a superpopulação é o controle populacional"

Por Walter E. Williams, 
Economista e Professor na George Mason University, Fairfax, Virginia.
Traduzido por Flávio Ghetti, originalmente publicado na FEE Foundation for Economic Education.
Legenda: NT – Nota do Tradutor
De acordo com um artigo da American Dream - Agenda 21 e Controle Populacional – escrito por Al Gore, há gente demais no mundo e isto tem um impacto negativo sobre a Terra. Aqui está o que o Fundo da Nações Unidas para População disse em seu State of World Population Report para 2009 (Relatório da Situação da População Mundial), “Encarando um mundo em mudança: Mulheres, População e Clima: Cada nascimento resulta não só em emissões atribuíveis a esta pessoa em seu tempo de vida, mas também as emissões de todos os seus descendentes. Consequentemente o acúmulo de emissões para os nascimentos pretendidos ou planejados multiplica-se com o tempo... Nenhum humano é genuinamente “carbono neutro”, especialmente quando todos os gases de efeito estufa são computados na equação. Entretanto, cada um é parte do problema, logo cada um deve fazer parte da solução de algum modo... Robustos programas de planejamento familiar são do interesse de todos os países pois gases efeito estufa preocupam tanto quanto amplo bem estar”. (NT: para mais informações sobre o aquecimento global e mudanças climáticas veja A farsa do aquecimento global, Climatologista e Professor Ricardo Felício)
Thomas Freedman em sua coluna do New York Times concorda, The Earth is Full (A Terra está Cheia), na qual ele diz: “O crescimento populacional e o aquecimento global elevam o preço dos alimentos, o que conduz à instabilidade política, que conduz à elevação dos preços do petróleo, que leva a uma elevação dos preços dos alimentos, alimentando um ciclo vicioso”.

Em seu artigo “What nobody wants to hear, but everyone needs to know” (O que ninguém quer ouvir, mas todos precisam saber) o professor de biologia da Universidade do Texas em Austin, Eric R. Pianka, escreveu: “Eu não desejo nenhum mal às pessoas. Entretanto, estou convencido de que o mundo, incluindo toda a humanidade, ESTARIAM CLARAMENTE MUITO MELHOR SE HOUVESSE MENOS DE NÓS”.
Porém, não há absolutamente nenhuma relação entre grandes populações, calamidade e pobreza. Os defensores do controle populacional deveriam considerar a República Democrática do Congo e sua escassa densidade populacional, com 75 pessoas por milha quadrada, como ideal, enquanto Hong Kong com 6.500 pessoas por milha quadrada seria problemática. Ainda que os cidadãos de Hong Kong desfrutem de uma renda per capita de $43.000, enquanto que a República Democrática do Congo, um dos países mais pobres do mundo, tem uma renda per capita de $300. Isto não é anormal. Alguns dos países mais pobres do mundo têm densidades populacionais muito baixas.

O Planeta Terra é equipado com espaço. Poderíamos colocar a população mundial inteira nos EUA produzindo uma densidade populacional de 1.713 pessoas por milha quadrada. Isto é de longe muito mais baixo do que existe agora em todas as principais cidades americanas. A população americana inteira poderia mudar-se para o Texas, e cada família de 4 pessoas teria mais de 2,1 acres de terra. Do mesmo modo, se a população inteira do mundo se mudasse para o Texas, Califórnia, Colorado e Pensilvânia, cada família de 4 pessoas desfrutaria de um pouco mais de 2 acres de terra. Ninguém está sugerindo que a população mundial inteira migre para os EUA, ou que a população americana se mude para o Texas. Menciono estas imagens para ajudar a colocar o problema em perspectiva.
Observemos algumas outras evidências sobre a densidade populacional. Antes do colapso da URSS, a Alemanha Ocidental possuía densidade populacional superior à Alemanha Oriental. O mesmo é verdadeiro em relação à Coreia do Sul versus Coreia do Norte, Taiwan, Cingapura e Hong Kong versus China, os EUA versus URSS e Japão versus Índia. Apesar de mais populosos, Alemanha Ocidental, Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura,  EUA e Japão experimentaram grande crescimento econômico, padrão de vida mais alto, e maior acesso a recursos que suas contrapartes com densidades populacionais mais baixas. A propósito, Hong Kong virtualmente não possui setor agrícola, mas seus cidadãos se alimentam bem.
Alguém pode se surpreender porque ninguém ouve falar a respeito de profetas da desgraça que têm estado consistentemente errados em suas previsões. Não um pouco, mas muito errados. O Professor Paul Ehrlich, autor do bestseller The Population Bomb de 1968, previu a escassez de alimentos nos EUA, e que pelos “anos de 1970 centenas de milhões de pessoas passarão fome e morrerão”. Ehrlich previu a fome de 65 milhões de americanos entre 1980 e 1989 e o declínio da população para 22,6 milhões em 1999. Ele viu a Inglaterra em situação ainda mais desesperadora: “Se eu fosse um apostador, apostaria que a Inglaterra não existirá nos anos 2000”.
Em medida considerável, a pobreza nas nações subdesenvolvidas é diretamente atribuível a seus líderes seguirem o aconselhamento de “experts”. O economista sueco Gunnar Myrdal, ganhador do prêmio Nobel, disse em 1956: “Os assessores especiais dos países subdesenvolvidos que dedicaram tempo e trabalho para familiarizar-se com o problema … recomendaram todos que o planejamento central da economia é uma condição essencial, de fato indispensável, para a obtenção de progresso social e econômico nos países subdesenvolvidos”. (NT: Para compreender a impossibilidade do planejamento centralizado, veja Friedrich August von Hayek, O Uso do Conhecimento na Sociedade)
No auge deste mau conselho, os países subdesenvolvidos enviaram suas mentes mais brilhantes para as escolas de economia de Londres, Berkeley, Harvard e Yale, para serem instruídos no nonsense socialista a respeito de crescimento econômico. O economista Paul Samuelson, laureado com o Nobel, ensinou-os que os países subdesenvolvidos “não podem colocar sua cabeça para fora da água porque sua produção é tão baixa que eles não conseguem economizar nada para a formação de capital, pelo qual o padrão de vida poderia ser elevado”. O economista Ranger Nurkse descreve o “ciclo vicioso da pobreza” como a causa básica do subdesenvolvimento dos países pobres. De acordo com ele, um país é pobre porque ele é pobre. É evidente que esta teoria é absurda. Se tivesse validade, toda a espécie humana ainda estaria habitando cavernas, porque fomos todos pobres em alguma época e a situação de pobreza não inescapável.
Os controladores populacionais têm uma visão Malthusiana do mundo, veem o crescimento populacional superando os meios para que as pessoas cuidem de si mesmas. A inventividade humana tem provado que os Malthusianos estão completamente errados. Como resultado podemos cultivar progressivamente maior quantidade de alimentos em menos e menos terra. A energia utilizada para produzir alimentos, por dólar do GDP (PIB , tem estado em acentuado declínio. Estamos obtendo mais com menos, e isto aplica-se à maioria dos insumos que usamos para bens e serviços.
Pondere a seguinte questão: Por que é que a espécie humana hoje desfruta de celulares, computadores e aviões mas não desfrutava nos tempos em que o rei Luís XIV estava vivo? Afinal os recursos físicos necessários para produzi-los sempre estiveram ao nosso redor, mesmo quando os homens das cavernas andavam sobre a terra. Há apenas uma razão pela qual nós desfrutamos estes bens hoje mas não em épocas passadas. É o crescimento do conhecimento humano, inventividade, especialização e comércio – aliado a direitos de liberdade individual e propriedade privada – que guiaram a industrialização e a melhoria. Em outras palavras: seres humanos são recursos extremamente valiosos.
Aquilo que chamamos de problemas de superpopulação resulta de práticas governamentais socialistas que reduzem a capacidade das pessoas em se educar, vestir, morar e alimentar. As nações subdesenvolvidas estão cheias de controle de cultivo, restrições à importação e exportação, licenciamento restritivo, controle de preços, graves violações dos direitos humanos, isto encoraja suas pessoas mais produtivas e emigrarem e reprime a produtividade daqueles que permanecem. A verdadeira lição anti pobreza para as nações pobres é que a rota mais promissora para fora da pobreza, em direção à maior riqueza, é a liberdade pessoal e seu principal ingrediente: governos limitados.
NT: chamo a atenção do leitor para o artifício retórico utilizado a larga pelos sofistas materialistas de esquerda: observe como eles “coisificam” os seres humanos. Ao invés do indivíduo, pessoa humana concreta, o terror climático refere-se a “emissores de gases”, dados computados numa equação. Isto é permanente em seus discursos e práticas, é o que levou Stalin a dizer que “a morte de uma pessoa é uma tragédia, mas a de milhões é uma estatística” e ainda a matar 60 milhões de pessoas(!!!). Contudo não pense que tal fato tenha efeito apenas no discurso, de tanto ouvir falar a coisa vai se “normalizando”, até que por fim ninguém mais se importa. É assim que o aborto transforma-se em “direitos reprodutivos das mulheres”. Não é de espantar que essa gente tenha por “ídolos” gente do naipe de Mao Zedung, Stalin, Lenin, Guevara, Fidel e tuti quanti. Todos genocidas camuflados sob o manto de protetores da humanidade. Atente ainda para o fato irrefutável de que os “doutores” que fazem previsões climáticas alarmantes para daqui há cinquenta anos são os mesmos que não conseguem saber se choverá na próxima semana.

Uma outra questão martelava-me a mente enquanto traduzia o texto, como que um exercício de “descoisificação”. E se tais políticas de restrição populacional, assim de modelo chinês, com um filho por casal, estivessem em “uso” no passado? Você, leitor, é primogênito? Mas além (talvez) de sua excelsa pessoa, de quais outras "emissões" eles teriam nos “livrado”? Numa rápida pesquisa no google levantei alguns dados que podem ser interessantes: Gutenberg, cuja “modesta” invenção limitou-se a divulgar maciçamente a informação e a educação, foi o caçula de três irmãos. Alexander Graham Bell foi o segundo de três filhos. Thomas Edison, aquele de mais de mil inventos, o caçula de uma família de sete. Steve Jobs foi adotado, certamente não pelo tipo de mentalidade de que “o mundo estaria melhor com menos de nós”. Será que apenas um dos irmãos White teria, sozinho, nos legado a aviação? Você, talvez, numa bravata patriótica, não aceite-os como os pais da aviação, tudo bem. Santos Dumont foi o sexto de oito irmãos e Henry Ford foi o segundo de nove. Tomás de Aquino, a quem devemos muito, senão quase tudo, do pensamento lógico e racional (saudável! Não este racionalismo materialista estúpido que os “doutores” propagam com tanto alarde) foi o sétimo de oito irmãos. Alexander Fleming também foi o sétimo de oito irmãos, e Albert Sabin nasceu numa família de quatro filhos. Quanto “vale” o nascimento e a subsequente realização de uma vida de alguém como Sabin ou Fleming? Se você pensa que não dá para calcular, eu concordo prontamente. Como ensina magnificamente Olavo de Carvalho, a cosmovisão Cristã nos diz que uma só alma imortal é maior que o universo material inteiro. E é por este motivo que os Cristãos defendem o direito de nascer e viver inclusive para seus inimigos, enquanto a estupidez materialista defende, embora disfarçada em adornos palatáveis e lustrada estupidez, a auto aniquilação da humanidade.

Flávio Ghetti.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Pe. Fábio de Melo: laicismo, erros históricos e defesa da União Civil entre pessoas do mesmo sexo.

Depois de toda a confusão envolvendo o  Pe Fábio de melo e a defesa que este fez da separação entre Igreja e o Estado inclusive nas criações das leis de uma nação, ele defendeu-de em seu Twitter, usando entre tantos Tweets o seguinte:
"Estabelecer a distinção entre Estado/Igreja é para alguns heresia. Deturpar o que você escreveu, e lhe condenar ao inferno, não. Ah gente!"
Vale ressaltar que em nenhum caso a suspeita temerária é sadia, e que infelizmente instaurou-se entre os "apologistas" do ambiente virtual, julgar todo mundo e a todos, sem levar em consideração o coração das pessoas. Ora em primeiro lugar o que o Pe defende é de fato escandaloso e merece sim uma punição ou ao menos uma boa chamada de atenção, mas creio não chegar a ser uma heresia propriamente dita, apesar de ser terrível. Em segundo lugar existe uma coisa chamada pertinácia, que é a persistência culpável da pessoa em permanecer no erro, e não me parece ou não aparenta ser o caso dele.

Por outro lado cabe lembrar ao padre que existe uma diferença enorme entre pecado mortal e pecado de heresia. Ora, como é possível ele deduzir heresia de um pecado contra o Oitavo mandamento? O ato de julgar alguém sem justo motivo ou equivocadamente se encaixa no oitavo mandamento, mas está longe de ser heresia ou algo do tipo.
Dito isso vamos ao motivo do post, ou seja, a refutação ao que disse o Padre...

O Padre fala a respeito de uma distinção entre Igreja e estado, o que de per si não é errado a julgar pela atual disciplina da Igreja que vem desde Pio XII, sobre as relações de Igreja e estado. Por exemplo Pio XII fala de uma "legítima e sadia laicidade do estado" (1). O problema não reside no fato dele ter feito uma distinção entre Igreja e estado, o problema está no como ele fez isso e na proporção que ele fez isso.
Da mesma forma que Pio XII defendia uma justa laicidade do estado, ele condenava de maneira enérgica o laicismo. O que o Pe Fabio faz nada mais é que levar esta separação da Igreja e do estado ao extremo. Não é pq a Igreja não deve reger tudo o que acontece em um país, que as leis desta nação podem ir contra a lei moral objetiva ou contra a natureza da criação. Isso que o Padre fez pende para o Laicismo, este por sua vez condenado pela Igreja. Nesse sentido o Padre erra por senso de proporção, pois vai além da sadia laicidade e pende para o Laicismo, ideologia assassina que matou vários cristãos, entre eles os mártires Cristeros no México.
Assim se expressou por exemplo a Igreja em uma Nota Doutrinal sobre questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, de 24/11/2002:
"Nas sociedades democráticas todas as propostas são discutidas e avaliadas livremente. Aquele que, em nome do respeito da consciência individual, visse no dever moral dos cristãos de ser coerentes com a própria consciência um sinal para desqualificá-los politicamente, negando a sua legitimidade de agir em política de acordo com as próprias convicções relativas ao bem comum, cairia numa espécie de intolerante laicismo. Com tal perspectiva pretende-se negar, não só qualquer relevância política e cultural da fé cristã, mas até a própria possibilidade de uma ética natural. Se assim fosse, abrir-se-ia caminho a uma anarquia moral, que nada e nunca teria a ver com qualquer forma de legítimo pluralismo. A prepotência do mais forte sobre o fraco seria a consequência lógica de uma tal impostação. Aliás, a marginalização do Cristianismo não poderia ajudar ao projeto de uma sociedade futura e à concórdia entre os povos; seria, pelo contrário, uma ameaça para os próprios fundamentos espirituais e culturais da civilização"(2)
O Padre Fábio também erra em como ele defendeu em seu twitter a separação da Igreja e do estado. Ele faz esta defesa usando como carro chefe o "direito" dos homossexuais de contraírem uma união. Um dos argumentos usados pelo Padre é que "As igrejas não podem, por respeito ao direito de cidadania, privar as pessoas, que não optaram por uma pertença religiosa, de regularizarem suas necessidades civis. Se duas pessoas estabeleceram uma parceria, e querem proteger seus direitos, o Estado precisa dar o suporte legal."
Ora isso é evidentemente falacioso pois tal direito já é assegurado sem precisar que aja uma união civil pra isso. Além do mais ainda que fossemos pensar em considerar o argumento, nenhum fim justifica o meio utilizado. Como é possível usar a destruição do conceito familiar célula construtora da sociedade como meio para criar direitos para alguns? Destruiríamos toda a célula social simplesmente para assegurar o direito de uma minoria? Em fins, aqui a falácia é dupla. Ele em primeiro lugar cria uma preocupação falsa pois os direitos estariam protegidos por qualquer meio legal, sem recorrer a união estável ou ao matrimônio, e em segundo pq através dessa preocupação falsa, coloca em risco toda a estrutura social para assegurar o direito de alguns.
Assim se manifesta o Papa Emérito Bento XVI em um documento onde faz uma série de refutações ao projetos de união civis entre pessoas do mesmo sexo:
"Não é verdadeira a argumentação, segundo a qual, o reconhecimento legal das uniões homossexuais tornar-se-ia necessário para evitar que os conviventes homossexuais viessem a perder, pelo simples facto de conviverem, o efectivo reconhecimento dos direitos comuns que gozam enquanto pessoas e enquanto cidadãos. Na realidade, eles podem sempre recorrer – como todos os cidadãos e a partir da sua autonomia privada – ao direito comum para tutelar situações jurídicas de interesse recíproco. Constitui porém uma grave injustiça sacrificar o bem comum e o recto direito de família a pretexto de bens que podem e devem ser garantidos por vias não nocivas à generalidade do corpo social".(3)
Por fim o Padre diz: "O cristianismo nunca foi vivo e convincente como nos primeiros séculos, período em que vivia apartado do Estado"
O que é uma mentira descabida e que mostra um conhecimento histórico do Cristianismo pífio.
O Cristianismo e toda a humanidade nunca foram tão fortes e convincentes quanto no período da Cristandade em que a Igreja e o estado caminhavam como que numa só voz. Escrevia um Papa da época: O Poder espiritual julgava o poder temporal. O poder espiritual era julgado pelo poder supremo, isto é o Santo Padre, e o poder supremo era julgado somente por Deus.
O convencimento inicial do cristianismo nos primórdios estava no fato de que "o sangue dos mártires eram sementes de novos cristãos". Ou seja, o fator de atração do cristianismo era o martírio, muitos se convertiam ao verem os cristãos dando suas vidas de maneira heroica e sem renunciar a sua fé. Se o Padre parte deste princípio de atração do Cristianismo, então que volte logo os tempos do martírio, pois assim o poder de atração do cristianismo cresce. Ainda assim vale lembrar que alguns historiadores julgam que durante a perseguição de Dioclesiano o cristianismo quase findou, só não findou (Evidentemente por obra de Deus) pq após Dioclesiano veio Constantino e a perseguição cessou.


  1. http://w2.vatican.va/content/pius-xii/it/speeches/1958/documents/hf_p-xii_spe_19580323_marchigiani.html
  2. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20021124_politica_po.html
  3. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_po.html



Escolhendo entre Deus e o homossexualismo

Por Joseph Sciambra  (ex-homossexual)

Como Católicos, a nossa escolha é simples; podemos ser obstinados e sermos magoados, ou podemos escolher a humildade e a cura. Quando o estilo de vida homossexual perdeu todo o seu brilho pela última vez, eu não saí dele mas rastejei-me para fora dele. Ou, para ser mais correcto, fui carregado para fora dele por Cristo. Segundo este ponto de vista, Ele tomou a última decisão para mim.

Tal como muitos dos meus compatriotas homossexuais, a minha cabeça havia sido preenchida com demasiadas muitas mentiras: Eu havia nascido homossexual; o sexo homossexual era bom - durante os anos 90, só se fosse sexo seguro; eu estou bem; eu estou feliz; são os outros - os que não me aceitam - que precisam de ajuda.

Os meus 12 anos de educação Católica foram demasiado leves e não-específicos chegando ao ponto de serem etéreos; o Jesus Cristo de Quem eu me lembrava era  supremamente desinteressado e não fazia qualquer tipo de julgamento. Ele parecia ser Histórico mas distante. Durante o tempo em que estive na escola secundária, de modo geral, Ele desapareceu, relegado para um posição honorária de Fundador Estimado, mas agora practicamente inacessível; tudo se tornou numa forma justiça social comunal.

O que a Igreja recomendava era vago e sempre secundário para o indivíduo e para o bem comum. As disciplinas Religiosas tornaram-se filosóficas - baseadas menos no concreto mas mais nas opiniões do professor; um era a favor do aborto, o outro pensava que o sexo antes do casamento era aceitável. Para mim, como adolescente, tudo isto parecia flutuante e sem substância. Busquei respostas e a Igreja só me deu perguntas.

Mal terminei a escola secundária e comecei com o estilo de vida homossexual, a pouca fé que tinha em Cristo e na Igreja rapidamente se dissiparam. Os meus pais, aparentemente preocupados quando eu tinha vinte-e-poucos anos, organizaram um tipo de intervenção espiritual onde me apresentaram um amigo deles, um padre Católico. Ele chamou-me para o lado e disse-me para não causar alarido; eu estava bem sendo como era...."volta para isso!" - este foi o seu conselho.

Mais tarde, um socialite masculino super-sofisticado, que de alguma forma na sua cabeça continuava a ser um "Católico", apesar da sua propensão sexual, empurrou-me para os braços dum Jesuíta USF numa das suas deslumbrantes festanças na Pacific Heights; tanto ele como o meu amigo haviam estado na escola teológica da Nancy Pelosi. O meu amigo acenou quando este clérigo desdenhosamente descreveu a forma como a Igreja estava sob o controle dum medieval autocrata Polaco [Papa João Palo II]; depois da morte do Papa, segundo ele, tudo iria mudar.

Nada disto tinha algum sentido para mim. As minhas suspeitas haviam sido confirmadas: a Igreja estava confusa e torcida. A Madonna fazia mais sentido e as suas exigências eram bem mais simples: “Express Yourself.”

A vida como homossexual era repleta de prazer e claramente era uma vida activa; eu nunca estava solitário, mas estava magoado e a actividade constante frequentemente me deixava vazio. No entanto, eu estava sozinho; sozinho por algo mais. O quê? Eu não sabia. 

Depois dum bocado, a vida homossexual deixou de ser salvífica; os amigos mudaram-se, ou morreram; as festas passaram a ser como velórios - as mesmas pessoas, as mesmas músicas, e as saídas rápidas com o aquele que supostamente era o homem dos teus sonhos. Será que havia mais? Eu pensei que não até ao momento em que a complacência foi varrida e até ao momento em que o Senhor me ofereceu uma escolha. Por essa altura, a escolha era bastante simples: vive ou morre.

Escolhi viver, mas o que é que isso significava? Eu sou o que sou....e eu era homossexual. Mas foi então que Deus me deu a Sua Mão - eu sabia que era Jesus Cristo através das perfurações nas Suas Mãos. Imediatamente eu entendi o que a Sua Presença significava: a Igreja Católica. Mas o que é que isso implicava? Mas, instintivamente eu soube que Este Cristo não era o Jesus "hippie" da minha adolescência; Ele era Diferente - Ele era Bonito, e Ele era Real - e Ele conhecia-me, e amava-me. Isso, eu conseguia aceitar, mas a igreja era algo totalmente diferente.

O que eu não sabia ou não entendia é que o Papa João Paulo II se encontrava entre a minha má educação Católica, e o abandono da Fé, e o meu eventual regresso. De suprema importância, em 1992, quando eu me encontrava totalmente imerso no sexo homossexual e na pornografia, João Paulo aprovou e promulgou o "O Catecismo da Igreja Católica". Quando eu era uma criança, o antigo Catecismo de Baltimore havia sido abandonado mas nada havia sido colocado em seu lugar. O vazio deixado para trás foi rapidamente preenchido; o movimento do potencial humano, a Teologia da Libertação, a Nova-Era - o que deixou pouco espaço para Cristo.

Era difícil ter respostas mas não havia falta de opiniões; as discussões eram inevitáveis. Olhando através da prateleira da minha mãe, peguei na "Bíblia" e reparei no "Catecismo". Embora eu não tivesse ideia alguma do que era o Catecismo, rapidamente voltei as páginas para a secção "H", e comecei a ler as passagens que lidavam com o homossexualismo. De modo particular, isto chamou-me a atenção:
As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do auto-domínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.
Este foi o momento decisivo na minha vida. Isto revelou tudo para mim: Deus tinha um plano para mim - o que eu tinha que fazer, e no que eu me poderia tornar - visto que o Senhor me queria - e Ele queria-me pleno e curado. Como é que isto poderia acontecer? Através duma vida de pureza. Se eu dissesse sim a isto, eu estaria livre...Eu poderia ser perfeito. Na minha mente, a liberdade e a perfeição eram a mesma coisa; liberdade do homossexualismo significava a perfeição. 


Tal como aconteceu durante toda a minha vida, o homossexualismo provou ser uma ferida que escoa que eu tentava sempre curar através do sexo, da intimidade com outro homem, através da crença numa igualdade em todos os relacionamentos - independentemente de quem eu escolhesse amar. Mas eu não havia escolhido estar ou amar outro homem - a orientação [sic] homossexual havia feito isso por mim; eu nunca havia dado o consentimento; eu apenas acreditei, tal como me disse o tal padre, que era apenas a forma como eu havia sido feito.


O que Cristo fez por mim, através do "Catecismo"  e pela mão da Igreja Católica, foi verdadeiramente dar-me de volta a minha vida; eu já não precisava de ser homossexual. Ao tomar essa decisão, escolhi Deus. Dentro de mim, admiti a minha necessidade e eu precisava Dele.

Eu havia sido humilhado e poderia aceitar os Seus Ensinamentos. Isso exigia que eu finalmente aceitasse coisas dolorosas: que eu havia sido magoado, que eu havia sido enganado, e que embora eu tivesse tentado resolver as coisas, eu havia falhado. Eu precisava Dele.



- http://goo.gl/dBL9TQ


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terça-feira, 14 de abril de 2015

CEO da Apple proclama que sua homossexualidade é um dom de Deus

por Kyle butt, M. A.
Traduzido por Hugues de Payens, original aqui.


Em outubro de 2014 Tim Cook, CEO da Apple, anunciou ao mundo que é homossexual. Admitidamente milionários em posição de destaque, CEOs, atletas e estrelas do cinema e da TV, regularmente “saem do armário” e declaram-se homossexuais, logo esta declaração não é uma surpresa. Cook fez uma declaração, entretanto, que é tão estranha e incorreta, que simplesmente não pode ficar sem resposta. Ele disse: “Então deixe-me ser claro: estou orgulhoso de ser gay, e considero ser gay um dos maiores dons que Deus me deu” (2014, emp. Added). De acordo com Tim Cook, sua homossexualidade é uma benção de Deus.
A compreensão equivocada de Tim, sobre Deus e Sua Palavra, não poderia estar mais distante da verdade. Temos discutido em inúmeros outros lugares o fato de que a homossexualidade é um pecado, tal como outros pecados sexuais: adultério, fornicação, zoofilia e pedofilia. E temos mostrado que não há nenhuma relação entre genética e homossexualidade (Miller and Harrub, 2004). É uma escolha, uma forma de vida pecaminosa, Não é algo que uma pessoa seja, é algo que uma pessoa escolhe fazer.
Como analogia, suponha que uma pessoa praticante de zoofilia (sexo com animais) estivesse afirmando que sua escolha sexual é um dom de Deus. Sua zoofilia o (a) colocou numa minoria e permitiu a ele (a) perceber as coisas da perspectiva de uma minoria. Sua zoofilia ajudou-o (a) a desenvolver sua resistência e fez dele (a) uma pessoa mais forte. Além disso, ele (a) espera pelo dia em que nosso país reconheça o direito das pessoas legalmente desposarem animais.
Embora aqueles que praticam a homossexualidade não apreciem tais comparações, os mesmos argumentos podem ser construídos tanto a favor da zoofilia como da homossexualidade. Uma pessoa poderia proclamar que não há nada que ela possa fazer em relação a sua preferência sexual por animais. Ela foi feita deste jeito. Ela ama animais, e esta é sua maneira de demonstrar este amor. Ele (a) não pode acreditar que pessoas sejam tão críticas e desafeiçoadas para proclamar que suas escolhas sejam pecaminosas ou erradas. Ele (a) está sendo perseguido por “intolerantes” que odeiam minorias tais como as que praticam zoofilia,
Alguém poderia fazer a mesma defesa para a pedofilia. A pessoa que se dedica a esta prática sexual poderia proclamar que não se pode ajudá-la. Deus a criou como pedófila. Ele (a) está feliz por Deus tê-lo (a) feito deste jeito, porque isto o (a) ajuda a compreender outras minorias tais como aquelas que praticam zoofilia ou homossexualidade. Isto deu-lhe resistência e ajudou a aprender a ser ele (ela) mesmo (a). Que espera pelo dia em que nosso país compreenda que alguém de 12 anos sabe o que quer e que deveria ser permitido à criança dar este consentimento.
Espero que você possa ver meu problema com a afirmação de Tom Cook. Uma coisa é viver uma vida espalhafatosamente pecadora de rebelião contra Deus. Uma outra coisa é proclamar que Deus “está te abençoando” por te dotar com um comportamento pecaminoso. Isto é o equivalente a um ladrão proclamar que “ser” um ladrão é a maior coisa que Deus já fez por ele, ou um mentiroso habitual proclamar que é grato por Deus tê-lo feito um mentiroso, ou um adúltero proclamar que Deus o abençoou com três namoradas além de sua esposa, ou um rapaz adolescente agradecendo a Deus por tê-lo feito promíscuo e dado a ele chance de ter sexo com uma fila de garotas.
Terá nossa nação Cristã desviado-se tanto do que Deus verdadeiramente diz na Bíblia que pode tolerar a declaração de que o estilo de vida de uma pessoa homossexual é um dom de Deus? Os Cristãos do Novo Testamento têm vivido tão distantes da Palavra de Deus que eles não podem reconhecer tal afirmação blasfema como a torção da verdade que ela é? A homossexualidade é um pecado, como o são outros pecados como mentira, adultério, trapaça, roubo, fraude, falatório malicioso, etc. Deus ama a todos os pecadores e deseja que todos sejam salvos. “É um dito fidedigno e digno de aceitação, que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” (Timóteo). Jesus Cristo morreu na cruz para salvar Tim Cook de sua escolha de ser homossexual, tal como Jesus morreu para salvar a cada um de nós de nossos pecados. Mas Jesus ordena, sim exige, que reconheçamos que somos pecadores e detenhamo-nos, que nos arrependamos de nossos pecados. Jesus claramente disse “... mas se não se arrependerem, todos vós perecerão” (Lucas 13:3).
Pode ser verdade que nossa cultura não mais reconheça o sexo antes do casamento como pecado, ou que o adultério seja pecaminoso, ou que a homossexualidade seja uma violação da lei de Deus. Mas proclamar, não apenas que estas ações não são pecaminosas, mas, que elas são dons de Deus, demonstra uma ignorância alarmante da natureza de Deus e Sua Vontade. Como escreveu o apóstolo João: “Se afirmamos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e Sua palavra não está em nós” (1 João 1:10). As assombrosas palavras do profeta Isaías, escritas há mais de 2.700 anos, lembram-nos que a tática de Cook não é nada nova: “Ai daqueles que chamam o mal de bem, e o bem de mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo e amargo o que é doce. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos, e inteligentes em sua própria opinião” (Isaías 5:20-21).

Hugues de Payens

(Non nobis, Domine, non nobis, sed Nomini Tuo ad Gloriam)


Referências:

Miller, Dave and Brad Harrub (2004), “An Investigation of the Biblical Evidence Against Homosexuality,” Apologetics Press, http://www.apologeticspress.org/APContent.aspx?category=7&article=1401&topic=36.

Copyright © 2014 Apologetics Press, Inc. All rights reserved.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A esquerda fascista e o casamento homossexual

Por Ben Shapiro, original aqui.


Na semana passada o Governador Mike Pence subscreveu uma lei com o mesmo nome que uma subscrita a nível federal pelo presidente Bill Clinton em 1993, que foi co-patrocinada pelo Senador Chuck Schumer, de New York, presumivelmente o próximo líder da minoria no Senado. Naturalmente, Pence encontrou-se no último domingo no lado oposto de uma barreira facciosa levantada por George Stephanopoulos na ABC News por subscrever a lei. É claro que é virtuoso ser um Esquerdista.

O que exatamente a lei estabelece? A Lei de Restauração da Liberdade Religiosa (Religious Freedom Restoration Act – RFRA), em Indiana, declara que uma entidade governamental não pode oprimir a prática religiosa pessoal, mesmo se a opressão resultar de uma norma de aplicabilidade geral. Aquela norma não se aplica apenas se a ação governamental “se dá em apoio a imperioso interesse do governo” e se dê também “pelos meios menos restritivos de apoiar aquele imperioso interesse do governo”. Se o governo age contra alguém em violação aos princípios religiosos desta pessoa, ele ou ela pode afirmar esta violação “como uma queixa ou defesa num procedimento judicial ou administrativo”.

A lei não especifica a escolha do casamento homossexual como uma atividade que pessoas religiosas possam discriminar, mas ela certamente oferece esta possibilidade. È claro, esta possibilidade já é inerente a um pequeno conceito que nós Americanos chamamos liberdade – liberdade de escolher como conduzir o próprio negócio e liberdade de exercício da própria religião na execução de suas atividades profissionais.

Sob a filosofia da liberdade o mercado resolve o problema geral da discriminação individual, porque se uma pessoa decide discriminar judeus, negros ou gays, ele ou ela perde dinheiro e sacrifica o negócio às suas próprias custas. Sob a filosofia da liberdade ninguém tem o direito de invocar a arma do poder governamental a fim de forçar alguém a fornecer um bem ou serviço.

O sistema é muito mais seguro para minorias do que um sistema no qual o governo regule a conduta adequada às atividades voluntárias. Os negros americanos deveriam saber disto, dado que as leis Jim Crow não foram apenas um sistema de discriminação voluntária, mas um conjunto de regulações impostas pelo governo, projetadas para banir as transações voluntárias envolvendo negros. Os gays também deveriam entender que a liberdade é decididamente preferível à imposição governamental de padrões sociais controlando transações consensuais, tendo em conta que o governo costuma ser utilizado para discriminar abertamente o comportamento sexual.


Mas a esquerda reescreveu o conceito de liberdade para que signifique “o que o governo permitir que você faça”, e os esquerdistas agora insistem que o governo não pode permitir discriminação – a menos, é claro, que o próprio governo imponha discriminação contra religiosos Cristãos que não desejem violar sua crença no casamento tradicional.



O casamento homossexual, verifica-se, nunca foi concebido para garantir benefícios legais aos casais homossexuais. Isto poderia ter sido feito sob um regime de uniões civis. O casamento homossexual foi concebido para permitir que o governo tenha o poder de decretar punições a qualquer um que desafie a perspectiva governamental de bem comum. Ninguém precisa ser um defensor da discriminação contra gays para julgar que o governo não tem a capacidade de impor o predomínio de padrões sociais sem violar direitos individuais. Há muitas situações nas quais a defesa da liberdade desagrada determinado exercício daquela liberdade, mas compreenda que as agressões governamentais aos direitos individuais são muito mais ameaçadoras ao bem comum.



Você não tem direito a meus serviços, eu tenho o direito de fornecer meus serviços a quem eu escolher. Se você acredita que sua interpretação de bem comum te habilita a trazer uma arma para o debate, você é um agressor e um tirano. Assim é com a moderna esquerda Americana, para quem a liberdade agora significa somente a liberdade de fazer o que a esquerda deseje que você faça, sob a mira de uma arma.

Traduzido por Flávio Ghetti.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Homossexual Irlandês é contra o "casamento" homossexual

Por Keith Mills

"O casamento tem que permanecer como a pedra angular da unidade familiar, e não precisa de ser redefinido."

Quando o debate público em torno do vindouro referendo relativo ao casamento [sic] homossexual começou a avançar durante a semana passada, poderia-se pensar que os dois lados em guerra resumiam-se a toda a comunidade homossexual e todos os partidos políticos em favor da redefinição do casamento, com a oposição a vir apenas da Igreja Católica e organizações Católicas tais como o Iona Institute. A verdade, no entanto, é mais complexa e eu sei muito bem o quão complexa ela é, sendo eu um homossexual agnóstico em favor do voto no "Não" em Maio próximo. [ed: "Não" à redefinição do casamento]

Embora eu não tenha dúvidas de que a maior parte das pessoas da comunidade homossexual "fora do armário" seja em favor do voto "Sim", sei que não sou a única voz a apelar por uma rejeição, mas sou um dos poucos dispostos a elevar a minha cabeça acima do parapeito. É bem sabido que vários políticos tiveram algumas reservas em relação à mudança da legislação, mas não estão preparados para falar em público visto temerem o chicote partidário.

As minhas objecções ao casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo baseiam em dois princípios: o Estado, as suas agências e os outros responsáveis pelo bem estar das crianças, deveriam ser capazes de favorecer a unidade familiar que disponibiliza uma mãe e um pai, e, em segundo lugar, acredito também que as parcerias civis são uma melhor forma de reconhecer legalmente os relacionamentos homossexuais, e também de conferir todos os direitos e benesses associadas ao casamento civil (para além de serem também uma melhor forma de expressar a diversidade).

Infelizmente para muitos daqueles que apoiam a sua redefinição, não se pode discutir o casamento na Irlanda sem discutir a família. Para além das limitações em torno dos divórcios, a única vez que o casamento é mencionado na Constituição é na secção 41, onde o Estado se compromete a proteger o casamento como a instituição sobre a qual se baseia a família. Vários Procuradores-Gerais já disseram aos seus colegas do governo que o casamento [sic] homossexual encontra-se em conflicto com isto.

Claro que existem outras unidades familiares, e as crianças podem ser muito bem educadas fora do casamento tradicional, e embora todas as crianças devam ser igualmente protegidas perante a lei, o casamento permanece como a pedra angular da unidade familiar, e a melhor forma de fazer isso é não o redefinindo-o.

A consequência de se permitir que as duplas homossexuais se casem [sic] é que as agências a quem se confiou a tarefa de encontrar pais para adopção e para a manutenção de crianças não podem legalmente favorecer famílias que fornecem uma mãe e um pai, que todas as evidências sugerem ser o melhor ambiente para as crianças.

Vale a pena lembrar que outros países tais como Portugal separaram a introdução do casamento [sic] homossexual do direito [sic] de adopção homossexual e embora as duplas homossexuais se possam casar [sic], elas não podem adoptar. Na Irlanda, os assuntos em torno à família e aos direitos de adopção devem ser resolvidos na vindoura "Children & Family Relationships Bill", que foi prometida há mais de um ano. Quando esta projecto de lei se tornar numa lei, as crianças que vivem com duplas homossexuais, ou pais solteiros, etc, terão os mesmos direitos que todas as outras crianças. Se esta lei não tivesse sido atrasada, ela poderia ter permitido um debate mais claro sobre os perigos e os méritos da redefinição do casamento.

Mesmo que não se veja mérito algum no favorecimento do Estado, e das suas agências, das famílias que podem dar às crianças um pai e uma mãe, existem outros motivos para se votar no "Não" no referendo de Maio próximo. 

Há cinco anos atrás nós demos entrada às parcerias civis com o apoio de todos os partidos do Dail, e estas têm sido muito bem sucedidas, permitindo que as duplas homossexuais vejam os seus relacionamentos reconhecidos pela lei. A taxa de adopção desta medida demonstrou que os homossexuais claramente olham para a união civil como uma instituição com mérito próprio no apoio aos direitos de herança, estatuto de parente-próximo, e benefícios laborais, etc.

Em quase todas as áreas onde a união civil é distinta do casamento civil essas áreas encontram-se relacionadas com crianças e a sua educação, e quaisquer que sejam as deficiências, elas serão removidas pela "Children & Family Relationships Bill". Consequentemente, fico irritado quando aqueles que promovem o casamento [sic] homossexual tentam caracterizar a união civil como um "casamento de segunda classe". Certamente que essa não é a forma como eu e a maioria das pessoas olha para ela.

As uniões civis são distintas dos casamentos civis porque as uniões são dissolvidas sem forçar as duplas homossexuais a passar por um processo de divórcio difícil e por vezes dispendioso, e o adultério não é considerado motivo para se dissolver a união civil, embora o seja para o casamento civil. Esta diferença centra-se no facto das uniões civis não serem consumadas da mesma forma que os casamentos, e os casamentos não-consumados podem também ser dissolvidos.

Se as duplas homossexuais querem alterar as uniões civis, permitindo que o adultério possa ser base para se colocar um ponto final na união, forçando todas as duplas a enfrentar processos de divórcio em nome da "igualdade", em acho bem que tenhamos esse debate em vez de se redefinir o casamento - instituição que foi criada para apoiar as crianças e que não reflecte a realidade da maioria dos relacionamentos homossexuais.

Pessoalmente, acho que as uniões civis são uma forma mais adequada de reflectir a realidade da maioria das uniões homossexuais e a ideia de que o método dum casamento civil "de tamanho único e para todos",  como forma de reconhecer todas as uniões, falha ao não levar em conta o facto do relacionamento que um homem forma com um homem sr intrinsecamente diferente do relacionamento que um homem forma com outra mulher. A diferença é tão fundamental como o homem o é da mulher.

Na Irlanda temos a sorte das pessoas terem o direito de decidir se o casamento deve ser protegido da forma como está, ou se deve ser redefinido segundo as intenções duma pequena e vocal minoria. O pequeno número de países que legalizou o casamento [sic] homossexual fê-lo sem um voto e muitas vezes contra os desejos da opinião pública, causando doses elevadas de ressentimento.

Como um homossexual, penso em formas melhores de gastar os €20m que este referendo irá custar, como forma de beneficiar a comunidade homossexual e a sociedade como um todo. Este referendo é desnecessário e deveria ser rejeitado como forma de manter como especial a posição única das mães e dos pais, e para reconhecer legalmente a diversidade dos relacionamentos homossexuais.

  - http://goo.gl/Tl9MK6


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Em Portugal, a Esquerda política (a verdadeira força por trás do "casamento" homoerótico) já tentou por 4 vezes em 4 anos legalizar a adopção homoerótica mas o seu projecto de lei, graças a Deus, chumbou sempre.


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